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Pagamentos e Open Finance no Brasil: o que você precisa saber

Camila Faria

Camila Faria Content Executive

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Pagamentos e Open Finance no Brasil: o que você precisa saber

O Brasil está vivendo uma revolução nos pagamentos desde a chegada do PIX, e há mais facilidades por vir com o Open Finance

A pandemia de covid-19 acelerou o movimento de bancarização e digitalização no Brasil. A necessidade de acessar serviços de forma virtual, incluindo o auxílio emergencial, fizeram parte desse movimento, que foi turbinado pela chegada do Pix.

Estima-se, por exemplo, que serviços digitais financeiros cresceram 122% entre famílias com renda inferior a R$ 783,75 (0,75 salário mínimo) por pessoa.

Implementado pelo Banco Central no fim de 2020, o Pix terminou 2021 ultrapassando pela primeira vez o cartão de crédito em número de transações no país.

Esses dados reforçam que o futuro dos pagamentos no Brasil está em transações em tempo real, de conta para conta, sem intermediários. Isso inevitavelmente unirá o Pix a outra evolução do setor: o Open Finance. 

Mas o quão próximos estamos deste futuro? E quais são as maiores oportunidades para consumidores, instituições financeiras e empresas conforme o Open Finance e novas modalidades do Pix são implementadas?

A revolução do Pix

Para a maior parte das pessoas, o sistema de pagamentos instantâneo simplificou transferências para amigos e familiares, mas ele vai muito além disso. O Pix também está ajudando empresas a serem mais eficientes, incluindo financeiramente milhões de brasileiros e mostrando amplas vantagens em relação a métodos de pagamento já estabelecidos, como dinheiro ou mesmo o cartão de crédito

“Pagamentos com cartão de crédito demoram muito na hora de compensar, além de estarem sujeitos a um número altíssimo de fraudes”, explica Jeronimo Llacay, Gerente de Produto da Belvo. 

“Com o Pix, além de menos fricção e compensação imediata, a necessidade de autenticação dos dados junto ao banco diminui o risco de fraudes”.

Jeronimo Llacay, Belvo


E ainda há mais expectativa para o futuro do Pix com novas soluções em estudo pelo Banco Central, como o débito direto, parcelamentos e até transferências internacionais.

Pix e Open Finance

O Open Finance promete ainda mais facilidades na experiência do Pix.

Hoje, para realizar uma compra por Pix num e-commerce, por exemplo, um usuário precisa sair do ambiente virtual em que está, entrar no aplicativo de seu banco, logar com suas credenciais, colar um código Pix, confirmar o pagamento e retornar para o aplicativo da loja.

Com o Open Finance, este caminho é reduzido: o usuário irá consentir com o compartilhamento de seus dados, logar e confirmar o pagamento sem sair da plataforma, e depois será redirecionado automaticamente ao ambiente original.

Para oferecer essa experiência, empresas precisam se cadastrar junto ao Banco Central como instituições iniciadoras de pagamento, ou fazer parcerias com provedores que tenham essa licença. É o caso, por exemplo, do WhatsApp, que permite transações financeiras entre usuários no ambiente da plataforma.

“O cliente não quer pagar, ele quer comprar, receber um item, assistir a um vídeo”, disse Leandro Franco, da Amazon Pay, na conferência Open Views 22. “A experiência para quem tem um cartão de crédito bom é boa, a questão é o quanto conseguimos criar uma experiência com as vantagens do Pix? Esse é o benefício da iniciação de pagamentos”

Isso terá vantagens para todas as pontas do ecossistema, desde um aumento geral da praticidade até maior segurança.

As vantagens para empresas

Para empresas, isso significará primeiramente maior praticidade na contabilidade. Processos que hoje são feitos manualmente ou em várias contas bancárias, como pagamento de aluguel, seguro, impostos e salários estarão disponíveis em interfaces únicas com possibilidade de automatização.

Ainda, o risco de qualquer erro humano na hora de inserir os dados é reduzido significativamente.

Provedores de soluções ERP costumam trabalhar com muitos clientes que precisam pagar diversos provedores, funcionários, contas, e o fluxo destes pagamentos é cheio de obstáculos. Com o Pix e Open Finance, este fluxo pode ser aprimorado e ter muito menos fricções”

Jeronimo Llacay, Belvo

Para comerciantes, aqueles que optarem por parcerias com iniciadores de pagamento poderão oferecer essa camada de praticiade adicional no uso do Pix, permitindo que seus clientes paguem de forma mais simples e rápida, sem ter que sair do ambiente da loja virtual

Menos risco de fraude e logística simplificada

Outro ponto de extrema importância no cenário de pagamentos possibilitados pelo Open Finance no Brasil é a diminuição do risco de fraude.

Estima-se que, no país, cada transação fraudulenta custa ao comerciante 3,68 vezes o valor da transação perdida. Ainda, os índices de tentaiva de fraude no comércio eletrônico cresceram no país em 2021, segundo o último estudo Mapa da Fraude. 

“A verdade é que pagamentos com cartão de crédito não são seguros, e estamos sujeitos a diversos tipos de fraude, desde a clonagem de cartão e roubos, o que gera um custo grande para instituições financeiras e lojistas”, explica Jeronimo Llacay, da Belvo.

Com o Pix, a autenticação bancária torna a transação mais segura e com menos custos para bancos e comerciantes, além de oferecer liquidez imediata para quem recebe. 

Saiba mais sobre as expectativas para o futuro dos pagamentos no Brasil nesta palestra do Open Views 22.

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