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Pagamento com Open Finance vale a pena? Compare com Pix, boletos e cartão de crédito

Camila Faria

Camila Faria Content Executive

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Pagamento com Open Finance vale a pena? Compare com Pix, boletos e cartão de crédito

Com a chegada do Open Finance no Brasil, o Banco Central não apenas disponibilizou o modelos de acesso a dados financeiros de fontes variadas, mas também inaugurou uma nova forma de realizar pagamentos que promete potencializar ainda mais a inovação digital trazida pelo pix e oferecer diversos benefícios para consumidores e comerciantes: é a chamada iniciação de pagamentos.

A iniciação de pagamentos, conforme explicamos neste post aqui, é uma nova maneira de transferir dinheiro de conta para conta (A2A) que permite realizar pagamentos a partir de contas bancárias dentro do ambiente de terceiros. Um exemplo rápido para ilustrar: imagine que um consumidor está no site ou app de um e-commerce de sua preferência realizando a compra de novos fones de ouvidos. Na hora de pagar, em vez de digitar os dados do cartão de crédito ou copiar um código pix, o cliente é direcionado automaticamente para sua instituição bancária, e o débito é realizado diretamente da sua conta para a conta do lojista. 

Sumário

Mas quais as vantagens de usar esse modelo? Onde a iniciação de pagamentos é mais vantajosa que a compra com boletos e cartões de crédito, ou mesmo Pix? E como implementar essa solução de pagamento para casos diversos, de comércio eletrônico a instituições financeiras?

As vantagens de pagar (e receber) com Open Finance

Em comparação com os principais modelos de pagamentos no Brasil, como boletos, transferências, incluindo o pix, ou cartões de crédito, o modelo do Open Finance se destaca especialmente em três pontos: segurança, custos operacionais e praticidade, característica que se traduz em maiores taxas de conversão para lojistas e financeiras. 

Pagamento Open Finance ou cartão de crédito?

Os pagamentos com cartão de crédito possuem desvantagens para o consumidor e o lojista em dois planos principais, o da segurança e custos relacionados.

No Brasil, as taxas de fraude relativas ao método estão entre as mais altas do mundo: estima-se que ao menos 1/3 dos brasileiros já foram vítimas de fraude por cartão de crédito, e o medo de sofrer um golpe relacionado ao cartão é um dos mais comuns ente trabalhadores no país. Para instituições financeiras e comerciantes, essa tendência representa perdas financeiras significativas: estima-se que, para cada fraude financeira, empresas na América Latina perdem 3,86 vezes o valor do que foi roubado.

Ainda, o cartão de crédito representa uma desvantagem em termos de custo, começando pelas taxas administrativas: as vendas por cartão de crédito ou débito geram taxas administrativas entre 2% e 3,5%, na média, sendo mais altas para a modalidade de crédito. Ainda, há o custo operacional da maquininha, no caso de comércio físico.

Por fim, o prazo de recebimento é outro fator complicador para comerciantes, que lidam com prazos de repasse médios de até 30 dias, tornando a modalidade desvantajosa em relação a métodos mais rápidos ou mesmo instantâneos, como é o caso do Pix. 

Para o consumidor, isso pode significar pagar mais caro em produtos ou taxas administrativas que são repassadas ao valor final para compensar as desvantagens do modelo.

No caso dos pagamentos com Open Finance, a segurança é uma vantagem automática em relação aos demais principais métodos de pagamentos disponíveis no Brasil: a autenticação bancária direta significa que não há como “clonar” o meio de pagamento, como pode acontecer com um cartão de crédito, e não há meio físico que possa ser perdido, ou mesmo expirar. O consumidor conta com as melhores práticas de segurança, por realizar a movimentação diretamente no ambiente bancário online, enquanto lojistas e instituições financeiras têm menos risco de perdas.

Pagamento Open Finance ou boletos?

Apesar da queda no uso dos boletos após o lançamento do Pix, o meio de pagamento ainda está entre os principais no Brasil.

Com taxa de conversão de cerca de 50%, os boletos têm como uma de suas principais desvantagens a possibilidade de desistência da compra após a emissão. A demora na compensação também é um fator relevante de desvantagem para comerciantes e consumidores: para esses, a demora na compensação pode significar um atraso na hora de receber uma mercadoria, fator que por si só contribui também para taxas de desistência. 

Para pagamentos de contas e cobranças, o boleto se mostra ainda forte por fatores como a segurança e a acessibilidade, já que permite pagamentos offline por pessoas que não necessariamente têm acesso a contas bancárias. A tendência, porém, é de diminuição: Levantamento da CNDL que confirmou a consolidação do Pix como meio de pagamento mais utilizado no país, afirma que, para pagamentos à vista, 44% dos brasileiros fazem uso dos boletos. Já nas compras online, o uso caiu de 16% para 4%. 

Pagamento Open Finance ou Pix?

Conforme pesquisa citada no parágrafo anterior, para a maior parte das pessoas, o Pix já é o sistema preferencial de pagamentos, também ajudando empresas a serem mais eficientes. O que muda com a iniciação via Open Finance?

Os pagamentos via Open Finance trazem o melhor do Pix – a instantaneidade da transferência e o baixo custo – e potencializam ainda mais o modelo graças a dois fatores principais: segurança e fluxo sem fricções.

“O cliente não quer pagar, ele quer comprar, receber um item, assistir a um vídeo”, disse Leandro Franco, da Amazon Pay, ao Open Views. “A experiência para quem tem um cartão de crédito bom é boa, a questão é o quanto conseguimos criar uma experiência com as vantagens do Pix? Esse é o benefício da iniciação de pagamentos”

Com taxa de conversão de cerca de 75%, maior que a de meios como o boleto, por exemplo, o fluxo do Pix poderia ser ainda mais dinâmico se não houvesse a necessidade de fazer o usuário trocar de ambiente digital duas vezes no processo – do app do comerciante ao do banco – e se a autenticação fosse feita de forma mais rápida. No fluxo atual, além da mudança manual de ambiente, a jornada de pagamentos do Pix costuma incluir até 10 passos entre a solicitação do pagamento e a confirmação pelo usuário, o que favorece as taxas de dropout de cerca de 25%.

Nos pagamentos com Open Finance, o potencial de conversão chega a 85%, e o fluxo do usuário pode ser reduzido dos cerca de dez passos atuais para apenas três: o usuário irá ser redirecionado dentro do fluxo do vendedor para o ambiente de sua conta bancária, logar e confirmar o pagamento, e depois será mais uma vez redirecionado automaticamente ao ambiente original.

Ainda, a autenticação bancária direta e automatizada a partir do fluxo do lojista permite uma experiência mais segura ao usuário, diminuindo riscos, por exemplo, de ser direcionado a um site fradulento que peça suas credenciais em esquemas de phishing.

Saiba mais sobre as vantagens e os usos da iniciação de pagamentos via Open Finance.

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