As 7 variáveis do Open Finance que tornam sua decisão de crédito mais precisa

Amanda Pofahl

Amanda Pofahl

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As 7 variáveis do Open Finance que tornam sua decisão de crédito mais precisa

Veja como usar a Belvo para transformar dados de ativos, passivos, renda, despesas, fluxo de caixa, transações, e apostas em decisões de crédito mais precisas, sem aumentar o risco.

Cerca de 35 milhões de brasileiros são invisíveis para o sistema financeiro. Segundo o estudo sobre Thin Files, são 35,3 milhões de pessoas sem histórico de crédito registrado no CPF, e oito em cada dez nem sequer estão negativadas. Para quem concede crédito, cada uma delas é uma decisão tomada quase no escuro: recusar um bom pagador por falta de informação pesa tanto quanto aprovar quem não vai pagar. O histórico tradicional responde parte da pergunta sobre quem consegue pagar a próxima parcela, mas enxerga só uma fração da vida financeira da pessoa, quase sempre a partir de uma única conta.

O Open Finance muda o ponto de partida, já que, com o consentimento do cliente, você acessa o histórico financeiro real dele direto na fonte, sem depender de holerite, comprovante de renda, ou do que ele declara na proposta. Desta forma, o desafio deixa de ser o acesso ao dado e passa a ser como usar esse dado da maneira mais eficaz.

Este post mostra as sete famílias de variáveis que você consegue extrair desses dados com a Belvo e o que cada uma adiciona à sua decisão.

As variáveis de decisão de crédito que o Open Finance entrega

A partir dos dados de conta, saldo, transações, faturas, e investimentos que a Belvo padroniza, você consegue organizar a vida financeira do cliente em sete grupos. Cada um responde a uma pergunta diferente da análise de crédito.

Ativos

Saldo em conta corrente, poupança, e posições de investimento. Mostram a reserva de liquidez do cliente: quanto ele tem disponível hoje e qual o colchão para absorver um imprevisto sem deixar de pagar. Útil para dimensionar limite e ajustar prazo.

Passivos

Cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, e financiamentos em aberto. Aqui está o comprometimento de renda real, incluindo dívidas que o bureau ainda não registrou ou que estão em outra instituição. Você vê o endividamento total, não só o pedaço que aparece na consulta tradicional.

Renda

Entradas recorrentes: salário, repasses de plataformas, benefícios do governo, e aposentadoria. O valor importa, mas a fonte e a regularidade importam mais. Identificar de onde vem a renda e com que frequência ela cai permite tratar um autônomo com fluxo estável de forma diferente de um assalariado com renda irregular.

Despesas

Contas de consumo, mercado, moradia, transporte, e lazer. O padrão de gastos funciona como métrica de estabilidade. Despesas previsíveis e proporcionais à renda sinalizam organização financeira; picos e atrasos recorrentes sinalizam o contrário.

Fluxo de caixa

Entradas, saídas, e o resultado líquido ao longo dos meses. É a variável mais subutilizada da análise e, ao mesmo tempo, uma das que melhor preveem capacidade de pagamento. Um fluxo líquido positivo e recorrente diz mais sobre a próxima parcela do que qualquer foto isolada do saldo.

Transações

Volume, recência, e profundidade do histórico de movimentação. Indicam o quanto aquela conta é a conta principal do cliente, ou principalidade de conta. Alguém que concentra salário, contas, e gastos do dia a dia em um banco oferece um retrato muito mais completo do que alguém que movimenta pouco.

Apostas

Entradas e saídas para plataformas de apostas. É um sinal de risco que mal existia há poucos anos e que hoje pode antecipar a deterioração da capacidade de pagamento antes de qualquer atraso aparecer. Nenhuma fonte de crédito tradicional enxerga esse comportamento, porque ele só fica visível no nível da transação. Em uma análise da Belvo com a base de uma empresa cliente, 13% dos clientes apresentavam movimentação relevante com apostas.

De variável a decisão: o exemplo do comprometimento de renda

Ter os sete grupos de dados organizados é o começo. O valor aparece quando você cruza variáveis para responder perguntas concretas.

O caso mais direto é o comprometimento de renda. Em vez de confiar numa renda declarada, você usa a renda média dos últimos três meses observada na conta e divide pela parcela proposta. O resultado é um índice de comprometimento real, calculado sobre o dinheiro que de fato entrou, não sobre o que o cliente disse que ganha.

Esse é só o exemplo mais simples. Modelos maduros combinam dezenas de sinais dessas sete famílias para estimar capacidade, estabilidade, e risco. O ponto é que a matéria-prima para construir essas variáveis está disponível assim que o cliente dá o consentimento.

O que aparece quando você olha além do seu próprio banco

Os números ficam mais concretos num caso real. Numa análise da Belvo com uma empresa cliente, os dados do Open Finance revelaram o seguinte:

  • 97% dos clientes tinham limite de crédito disponível em outra instituição
  • 18% dos clientes recebiam renda em outra instituição, invisível para quem olhasse apenas a conta do próprio banco.
  • 11% tinham renda subdeclarada, ou seja, ganhavam mais do que haviam informado na proposta

O dado que mais surpreende é o do crédito contratado em outras instituições. Lido pela ótica de risco, isso é um endividamento potencial. Já pela ótica de crescimento, é um mapa de quem já foi aprovado por um concorrente e pode receber uma oferta sua. O mesmo dado serve para proteger a carteira e para expandir o mercado.

Como a Belvo entrega esses dados

A Belvo conecta sua aplicação a uma única API para acessar os dados do Open Finance de centenas de instituições brasileiras. Hoje, são mais de 19 milhões de consentimentos no Open Finance do Brasil, o que coloca a Belvo como a instituição não financeira com mais conexões no ecossistema, somados a anos de experiência transformando esses dados em decisão de crédito. Assim que o cliente dá o consentimento, a Belvo traz automaticamente os últimos 12 meses de dados de conta, titular, transações, e faturas, e mantém a conexão atualizada enquanto o consentimento estiver ativo.

Em cima dessa conexão, você não precisa construir tudo do zero. A Belvo entrega produtos de insights que já organizam o dado para crédito:

  • Categorização classifica cada transação, resolvendo o trabalho pesado de transformar extrato em variável.
  • Verificação de renda identifica e valida as entradas recorrentes do cliente.
  • Despesas recorrentes isola os gastos fixos que comprometem a renda mês a mês.
  • Indicadores de risco sinalizam padrões de atenção, incluindo movimentação com apostas.

E se você quiser visualizar tudo antes de escrever uma linha de código, o Analytics mostra os dados do Open Finance já estruturados para decisão de crédito, sem integração.

E quando a renda não está no banco?

Os dados do Open Finance mostram a renda que circula na conta do cliente: quanto entra, com que frequência, e de onde vem. Em boa parte das decisões, isso já basta. Quando você precisa de uma camada extra de confiança antes de liberar um limite maior, vale confirmar essa renda na origem.

É aí que entram os Dados de emprego da Belvo, que trazem o vínculo e o histórico de renda registrados oficialmente no INSS. Para o cliente com registro formal, combinar as duas fontes fecha o ângulo: você confirma a renda na origem e cruza com o comportamento financeiro real, somando a estabilidade do vínculo à leitura de capacidade de pagamento.

Quer acessar essas variáveis na sua própria base? Fale com o time da Belvo e comece um teste com os dados do Open Finance.

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