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O trabalho invisível das facilitadoras fintech por trás do Open Banking

Albert

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O trabalho invisível das facilitadoras fintech por trás do Open Banking

Artigo originalmente publicado na coluna bimensal sobre Open Banking e o universo fintech de Albert Morales no Spacemoney

Um novo ecossistema financeiro com foco em serviços digitais está se consolidando progressivamente, e isto é fato. As pessoas estão cada vez mais conectadas e quem não se adequar e inovar certamente sairá perdendo. Com a pandemia, presenciamos em poucas semanas uma transformação digital e uma evolução fintech que levaria alguns anos para se concretizar. De acordo com a ABECS – Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, os pagamentos sem contato cresceram 330% em um ano. 

De carteiras digitais, pagamentos via redes sociais e até plataformas específicas para atender as demandas financeiras de trabalhadores de aplicativos, os serviços financeiros já não estão mais restritos aos bancos e estão cada vez mais acessíveis pela população em geral.

E por trás de todos os novos produtos disruptivos que emergem a cada instante, encontramos nas engrenagens o trabalho de startups de fintech que silenciosamente oferecem a infraestrutura necessária para que as mais inovadoras soluções financeiras possam sair do papel e se tornar realidade. Ocupando um papel de facilitadoras, fazem parte deste nicho desde ferramentas de fraude e de autenticação até APIs de Open Finance.

Mesmo sem tanta visibilidade, estas empresas voltadas à fintech têm o potencial de causar um grande impacto ao democratizar tecnologias financeiras e permitir que mais empresas ofereçam serviços financeiros à população.

Promover a disrupção x facilitar 

O papel das fintechs que atuam por trás das câmeras não é em si o da disrupção, porém o de proporcionar uma base sólida para que outras empresas possam melhorar seus serviços ou oferecer novas soluções. 

Não é apenas sobre criar um mercado totalmente novo ou acabar com uma instituição tradicional, mas possibilitar que processos antigos sejam aprimorados e que instituições financeiras legadas, como os grandes bancos, que já vêm há anos tentando atender às necessidades do mercado, possam contar com estes agentes facilitadores que permitam que seja capaz melhorar esse atendimento. 

Graças às regulamentações do Banco Central em torno do Open Banking, estamos vendo o ambiente perfeito para o desenvolvimento tanto das fintechs facilitadoras que trabalham por trás das câmeras quanto as da linha de frente focadas em resolver os problemas dos usuários.

A figura acima mostra como o crescimento da oferta e demanda de provedores de infraestrutura de acordo com o crescimento dos players fintech, beneficiando o ecossistema financeiro como um todo.

Há espaço tanto para a criação de produtos financeiros nunca antes vistos quanto para que instituições já consolidadas usem essas novas tecnologias para se reinventar, simplificar processos e promover uma melhor experiência para os usuários. O propósito final não é desmerecer completamente o sistema atual ou diminuir o que foi feito até agora, mas sim conectar todo o ecossistema e aprimorar o que já foi feito de melhor pelas instituições.

Com todas essas transformações, será possível ampliar a indústria financeira e criar mais oportunidades de negócio de modo a beneficiar a sociedade.  E, na medida em que essas oportunidades crescerem e as plataformas ficam mais sólidas e robustas, produtos mais sofisticados passarão a ser oferecidos, aumentando também a demanda por novas soluções de Open Finance, como um círculo virtuoso. 

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